Foi extraditado nesta quinta-feira (3) para o Brasil o narcotraficante fronteiriço José Luis Bogado Quevedo, 41, o “Kuré”. De nacionalidade paraguaia, ele atuava em Pedro Juan Caballero, cidade separada por uma rua de Ponta Porã (MS) e está condenado pela Justiça brasileira a 17 anos de prisão por tráfico. Quevedo foi preso no dia30 de janeiro de 2022, após escapar de atentado a tiros numa festa com 20 mil pessoas, em San Bernardino, nas margens do Lago Ypacaraí. Duas pessoas morreram no atentado, entre elas a empresária e influenciadora digital Cristina Isabel Vita Aranda Torres. A extradição do narcotraficante já havia sido autorizada pela Justiça paraguaia, mas em junho do ano passado, o juiz Miguel Palacios revogou a medida, levando em conta que o preso tinha crimes a responder em território paraguaio. Meses depois, a ordem foi restabelecida e a extradição cumprida hoje. Bogado Quevedo foi levado por agentes da Interpol (polícia internacional) da Penitenciária de Emboscada até a Ponte da Amizade e entregue a policiais federais da delegacia da PF em Foz do Iguaçu (PR). Nome falso – Ferido a tiros durante a festa, Bogado Quevedo foi localizado pela polícia paraguaia quando recebia atendimento hospitalar. No momento, ele apresentou RG falso em nome de José Luiz Bogado Gonzalez, expedida em Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul. O traficante estava sendo procurado pela Interpol desde 2018, mas o mandado de prisão foi retirado do sistema por dois policiais paraguaios, presos e condenados por corrupção. Réu em pelo menos 34 processos no Brasil e incluído na lista vermelha da Interpol, Bogado Quevedo tem familiares no submundo do crime nos dois lados da fronteira. Ele é sobrinho do ex-vereador paraguaio César Quevedo Isnardi, preso pelo roubo de 252 quilos de cocaína da Chefatura da Polícia Nacional em Pedro Juan Caballero, em 2015. Outro tio dele, Fabio Quevedo Isnardi (irmão do ex-vereador) é apontado como chefe da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) em Ribeirão Preto (SP). A quadrilha de Bogado Quevedo fornecia drogas a traficantes da região de Bocaina (SP). Em 2013, um agente da Polícia Federal morreu durante troca de tiros com os traficantes. O avião usado para transportar cocaína foi incendiado. A aeronave seria de Bogado Quevedo. O líder do grupo, Adriano Aparecido Mena Lugo, foi preso pela PF em Ponta Porã, em abril de 2014. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .
Traficante da fronteira que escapou de atentado é extraditado para o Brasil
