Acontece nesta quinta-feira (3) o júri de Willian Goes Abbade, de 39 anos, e Olliver Richerd Ferreira Siebra, de 22 anos, acusados de racha que terminou na morte de Roberta da Costa Coelho, 26, na Avenida Júlio de Castilho, em Campo Grande. O acidente aconteceu no dia 16 de abril de 2022. Segundo a denúncia do Ministério Público, naquele dia, Roberta foi até uma tabacaria acompanhada de um menino que estava se relacionando, local onde também encontrou um amigo. Depois de algum tempo, resolveram sair da tabacaria e encontraram Willian do lado de fora, que estava consumindo bebidas alcoólicas. Eles não se conheciam até então. Willian ofereceu carona ao trio para seguir até a casa de Roberta com o propósito de continuarem bebendo, o que foi aceito. Eles entraram no Ford Ka, onde já havia três jovens. Willian seguiu rumo à casa de Roberta, quando no meio do caminho, na Júlio de Castilho, o veículo VW Gol, conduzido por Olliver, emparelhou com o Ka, iniciando uma competição em alta velocidade entre os veículos. No caminho, Willian acabou colidindo com um poste, causando a morte de Roberta e deixando os demais passageiros feridos. Willian foi denunciado por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Olliver, condutor do Gol, não foi denunciado pelo homicídio. O Ministério Público o denunciou por infringir leis de trânsito como participar de racha, dirigir sob influência de álcool e sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação), ambos do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), além de concurso material (artigo 69 do Código Penal), ou seja, omissão. O MP entendeu que ele foi omisso ao deixar o local sem prestar socorro. Três anos depois, nesta quinta-feira (3), Willian e Olliver enfrentam o júri. Os passageiros do carro, todos praticamente com sequelas do acidente, e familiares de Willian foram ouvidos pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Eles negam que houve racha. “Foi uma fatalidade, todos beberam naquele dia. Os carros estavam em alta velocidade, mas não estavam disputando uma corrida”, disse uma das passageiras do Ford Ka, Aline da Silva Xavier. As testemunhas também afirmaram que não conhecia Olliver até aquele dia. Todos ouvidos pelo juiz, amigos de Willian, afirmam que ele ganhou o carro por herança do pai e nunca foi imprudente no trânsito, pedindo a absolvição do rapaz. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.
Testemunhas negam racha em acidente com morte e pedem absolvição de motorista
