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Terrenos abandonados transformam calçadas em ‘floresta’ na Chácara Vendas

Caminhar pela calçada da Rua Cambuci, Fidelina da Silva Venda e Augusto Leite Figueredo, na Chácara Vendas, se tornou impossível há anos, denunciam moradores. Dois terrenos que ocupam duas quadras tem causado transtornos na região após ser tomado pelo matagal. O histórico do abandono pode ser acompanhado pelas imagens do Google Street View. A primeira foto disponível, de 2011, mostra o terreno limpo. Já em 2019, o mato estava alto e começava a invadir a rua. Nos registros mais recentes, de 2024, as calçadas aparecem livres para pedestres, mas o matagal segue presente. Nesta quinta-feira (3), o Campo Grande News esteve no local para verificar a situação. Desta vez, a calçada estava tomada por mato e entulhos, que iam de restos de telhado de casinha de cachorro a papelões espalhados. As vias voltaram a ser tomadas pela vegetação. Moradores antigos da região dizem ter perdido a esperança de ver uma solução definitiva para o problema. O advogado Wilson Abud, que vive no bairro há mais de 40 anos, já acionou o Ministério Público de Mato Grosso do Sul denunciando o abandono dos terrenos. “Na última providência que pedi, não houve manifestação, mas na anterior a prefeitura foi intimada e houve resultado, porque a limpeza foi feita, não sei se pela prefeitura ou pelo proprietário. Mas isso já tem três anos. Depois, nada mais foi feito. Agora está esse abandono total, indescritível”, lamenta. Para ele, a situação representa risco de acidentes, já que os pedestres são obrigados a disputar espaço com os veículos na rua. “O mato da calçada está avançando sobre o asfalto. Os motoristas precisam desviar porque até árvore já tomou parte da rua. A calçada virou floresta. Isso não tem fim, não tem solução”, desabafa. O professor Edson Guterres, de 49 anos, que trabalha há oito anos em frente aos terrenos, também acompanha o problema. Ele relata que as áreas costumam ser limpas ao menos uma vez por ano, o que considera insuficiente. “Um tempo atrás, o terreno pegou fogo num fim de semana, foi a última vez que ficou ‘limpo’. Sem contar os bichos… rato tem aos montes”, afirma Edson. A diarista Dayana Morgado, de 39 anos, que trabalha na região, diz que precisa lidar diariamente com a infestação de ratos devido ao matagal. Segundo ela, mesmo com dedetização frequente, a residência onde trabalha continua sendo invadida pelos roedores. “Isso aqui é um descaso com a população. A gente vê um bairro bonito, mas de repente encontra casas perdidas no meio do mato. Aqui aparece muito rato, não sabemos mais o que fazer”, reclama. A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande para falar sobre essa situação. Até o momento não houve retorno. O espaço segue aberto. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas  redes sociais .

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By Thiago Gabriel

Sou um editor de notícias especializado em eventos políticos, econômicos e de jogos online.

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