A Prefeitura de Campo Grande anunciou, na noite desta quarta-feira (2), o conjunto de medidas emergenciais já adotadas para enfrentar o aumento dos casos de doenças respiratórias e arboviroses na cidade. Durante reunião do COE (Centro de Operações de Emergências), gestores apresentaram estratégias para reforçar o atendimento na rede municipal de saúde, ampliar a equipe médica, garantir medicamentos e intensificar a vacinação. Para reduzir o tempo de espera nas unidades de pronto atendimento, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) aumentou o número de médicos e enfermeiros nos CRSs (Centros Regionais de Saúde) e nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento). Além disso, novos profissionais foram chamados por meio de contratação emergencial. “Hoje, nós sentimos o aumento no serviço de 3 mil para 5 mil atendimentos diários. A maioria dos pacientes apresenta síndrome respiratória e quadros de diarreia”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite. A prefeitura também reforçou o estoque de medicamentos, incluindo antibióticos injetáveis, para garantir o tratamento adequado dos pacientes. No Pronto Atendimento Infantil, foram incorporadas novas especialidades, como fisioterapia e oxigenoterapia, para acelerar a recuperação de crianças internadas com doenças respiratórias. A campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada e já imunizou mais de 18 mil pessoas. As vacinas estão disponíveis nas 74 Unidades de Saúde da Família e também estão sendo aplicadas em creches, instituições de longa permanência e supermercados. No próximo sábado (5), haverá ações especiais no Pátio Central Shopping e no drive-thru do Corpo de Bombeiros. Para evitar a sobrecarga nas unidades de urgência e emergência, a SESAU ampliou o horário de atendimento nas USFs Noroeste e Tiradentes, que agora funcionam até as 23h. “Essa estratégia tem sido positiva, garantindo assistência à população que não consegue buscar atendimento em horário comercial”, destacou Ana Paula Resende, superintendente da Rede de Atenção Básica. O monitoramento das doenças respiratórias ocorre em tempo real pelo COE, que acompanha a necessidade de novas medidas para garantir atendimento à população. A superintendente de Vigilância em Saúde e Ambiental, Veruska Lahdo, explicou que a sazonalidade das doenças respiratórias exige acompanhamento contínuo. “As doenças respiratórias seguem um padrão sazonal, e entre março e julho há um aumento expressivo na circulação de vírus respiratórios. Estamos monitorando 24 horas por dia para fornecer informações atualizadas à Secretaria de Saúde e aos gestores”, ressaltou Veruska. A prefeitura também monitora casos de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. Até o momento, foram registrados 20 casos de chikungunya, sendo quatro importados de outros estados, e 1.669 notificações de dengue, com 114 confirmações. Não houve casos graves nem óbitos relacionados à doença. “A chikungunya preocupa, pois, apesar de não termos enfrentado uma epidemia, a doença está em expansão pelo país”, explicou Veruska. Um ponto de atenção é a circulação do sorotipo DENV-3 da dengue, com seis casos confirmados em Campo Grande neste ano. “Essa mudança requer atenção, pois parte da população pode ser suscetível a esse sorotipo”, alertou a superintendente. Além do atendimento de urgência e emergência, a rede hospitalar também está sob monitoramento. Segundo a superintendente Ana Paula Borges, há um acompanhamento contínuo das unidades hospitalares para remanejamento de pacientes conforme a necessidade clínica. A coordenadora da Rede de Urgência e Emergência, Ana Paula Cangussu, destacou que as unidades de saúde 24 horas estão sendo monitoradas em tempo real por meio do sistema Huddle, que permite a análise da demanda e a alocação de equipes volantes para reforçar o atendimento. Receba as principais notícias do Estado pelo celular . Baixe aqui o aplicativo do Campo Grande News e siga nas redes sociais: Facebook , Instagram , TikTok e WhatsApp .