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Pelos filhos, Bel apostou tudo em capivara que roda o mundo

Capivaras personalizadas feitas por Bel Paes Playback speed Normal Quality – Playback speed 0.25 0.5 0.75 Normal 1.25 1.5 1.75 2     00:00 / 00:24  LIVE Com a chegada da adolescência dos filhos, há 7 anos, Isabel Cristina Paes, a Bel Paes, se viu diante de uma escolha ousada. Na época, com 34 anos, a artesã trabalhava em uma indústria de Três Lagoas, mas viu a rotina de CLT interferir no maior projeto da vida: a maternidade.  Para estar mais presente na vida dos filhos, Bel decidiu abrir mão do emprego estável e do bom salário para se arriscar no empreendedorismo. “Decidi fazer um curso de costura porque eu não queria terceirizar a maternidade. Percebi que os momentos bons, legais, meus filhos desfrutavam com outras pessoas e não comigo”, conta. Sabendo do abalo financeiro que a decisão traria, Bel se planejou junto com o marido e apostou as fichas na jornada de trabalho autônomo. Apesar do risco, a artista queria colecionar memórias com os filhos.  O trabalho como costureira começou focado na confecção de roupas para mãe e filha. Aos poucos, o universo da costura abriu caminho para algo novo: o artesanato. A virada veio após a pandemia, quando uma amiga apresentou técnicas para costurar capivaras de tecido, opções fofas e regionais para presentes. “Eu aprendi a técnica e comecei a olhar no Instagram, ter outras aspirações, procurar outros aprendizados e fui misturando uma técnica na outra até a gente chegar no perfil que eu cheguei. Eu gosto de trabalhar com minhas ‘capys’ personalizadas”, relata.  Segundo a artista, as peças confeccionadas contam histórias, representam um cliente e até homenageiam profissões. Já foram criadas ‘capys’ nas versões jornalista, fotógrafa, boleira e até de uma lutadora de jiu-jitsu. “Gosto de conversar com o cliente, entender as características e colocar isso na peça. O impacto de ver alguém dizer ‘sou eu!’ quando recebe uma capivara não tem preço”, comenta. Bel também já deixou sua marca em toda a cidade. Em Três Lagoas, a mascote da cidade é Iara, uma capivara criada pela artesã. “Queria que meu nome estivesse escrito na cidade e hoje Capy Iara participa de eventos e celebrações locais”, afirma.  Em  anos, as capivaras com DNA sul-mato-grossense ultrapassaram as fronteiras de Três Lagoas e do Brasil. As criações de Bel já viajaram para os Estados Unidos, Japão, Alemanha, Polônia e até mesmo para a Disney. “Eu não saí do Brasil e nem tenho passaporte carimbado, mas minhas capivaras já são internacionais”, brinca.  Hoje, aos 41 anos, Bel trabalha com a família, bem do jeito que planejou. Os filhos, Adriana, de 17 anos, Júnior, de 15 anos e até Isis, de 3, ajudam no trabalho de confecção. Grávida de cinco meses, a artesão aguarda pela chegada de Noah. “Eu ensinei uma profissão para eles. Talvez não sigam o caminho do artesanato, mas já sabem como fazer”, conta orgulhosa. O processo de confecção de uma capivara personalizada leva, em média, um dia. Quando a produção é em série, como para empresas que encomendam modelos, Bel e a família conseguem fazer até 30 por dia.  Os preços variam: os chaveiros custam a partir de R$ 35, enquanto as capivaras saem por R$ 65 ou mais, dependendo do tamanho e detalhes personalizados. Siga o Lado B  no  WhatsApp , um canal para quebrar a rotina do jornalismo de MS! Clique aqui para acessar o canal do Lado B e siga nossas redes sociais .

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By Thiago Gabriel

Sou um editor de notícias especializado em eventos políticos, econômicos e de jogos online.

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