
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, orientou que promotores peçam pena de morte para Luigi Mangione, homem acusado de matar a tiros o CEO de uma importante empresa de seguros de saúde em Nova York, em dezembro de 2024.
Crime foi premeditado, segundo a procuradora. Em comunicado divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Pamela Bondi escreveu que “o assassinato de Brian Thompson por Luigi Mangione — um homem inocente e pai de duas crianças pequenas — foi premeditado e a sangue frio”.
“Após cuidadosa consideração, orientei os promotores federais a buscar a pena de morte neste caso, enquanto executamos a agenda do presidente Trump para impedir crimes violentos e tornar a América segura novamente”, diz outro trecho do comunicado.
O assassinato foi um ato de violência política, de acordo Pamela Bondi. “As ações de Mangione envolveram planejamento substancial e premeditação e, como o assassinato ocorreu em público com espectadores por perto, pode ter representado grave risco de morte para outras pessoas”, declarou.
Nova York aboliu a pena de morte em 2004. No entanto, autoridades federais ainda podem pedir à Justiça que imponham a sentença em determinados casos de assassinato.
Pena de morte é possível no caso de acusações federais. Porém, a medida é considerada rara e acontece em acusações mais graves, como terrorismo.
RELEMBRE O CASO
Brian Thompson, 50, estava em frente ao Hilton de Midtown, onde uma conferência de investidores era realizada. Ele faria uma apresentação no evento, mas foi atingido pouco antes das 7h (9h, no horário de Brasília) do dia 4 de dezembro.
Policiais tentaram reanimar Thompson e o levaram a um hospital, onde a morte foi confirmada. “Estamos profundamente tristes e chocados com o falecimento de nosso querido amigo e colega Brian Thompson, diretor-executivo da UnitedHealthcare”, disse a empresa em comunicado.
Suspeita de crime premeditado. O chefe dos detetives da Polícia de Nova York, Joseph Kenny, informou que o atirador chegou a pé cinco minutos antes de Thompson, que aparentemente caminhava sem seguranças em frente ao hotel. A esposa dele afirmou à TV NBC que o marido tinha recebido ameaças recentes.
FBI ofereceu recompensa de 50 mil dólares (R$ 300 mil) por informações sobre paradeiro de assassino. Após matar o CEO da UnitedHealthcare, ele teria ido de bicicleta ao Central Park. Em seguida, pegou um táxi até a estação de ônibus da ponte George Washington, que oferece viagens para Nova Jersey, Filadélfia e Washington D.C.
UnitedHealth Group faturou 100 bilhões de dólares no terceiro trimestre de 2024. A UnitedHealthcare, administrada pela vítima, é um braço da companhia que administra produtos de saúde, como Medicare e Medicaid, para pessoas idosas e de baixa renda, financiados pelos orçamentos estatais.
Luigi Mangione
Aluno de destaque e orador da turma. Mangione se formou com honras em 2016 do Gilman College, colégio privado apenas para rapazes em Baltimore, no seu estado natal de Maryland. Em sua formatura, deu um discurso agradecendo a seus pais pelo investimento financeiro,”longe de ser pequeno”, e apontou que sua turma “apresentava novas ideias e desafiava o mundo ao seu redor”.
A família Mangione é dona de diversos negócios em Baltimore, Maryland, onde o jovem foi criado. O pai de Nicholas é professor da universidade Temple, na Pensilvânia, estado onde o suspeito foi preso.
Mestre em Ciências da Computação por universidade de elite. Mangione obteve seu bacharelado e mestrado da Universidade da Pensilvânia, parte da Ivy League, associação prestigiosa que acomoda outras instituições como as universidades de Harvard, Yale, Princeton e Columbia.
Pesquisa voltada a inteligência artificial. A página do LinkedIn de Mangione aponta que seu bacharelado foi realizado com concentração em inteligência artificial e interesse secundário em matemática. Em seu Twitter, Mangione comentava sobre tecnologia, programação e IA.
Trabalhou como pesquisador, professor-assistente e como engenheiro de dados. Enquanto estudava, Mangione estagiou como pesquisador de robótica, programador de jogos e como assistente de professores na Universidade da Pensilvânia e na Universidade de Stanford. Desde 2020, era engenheiro de dados na TrueCar, plataforma online de venda de carros.
AFP
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