A defesa de Artur Tavares Costa Carvalho Filho, de 40 anos, condenado por vários crimes contra um porteiro do Condomínio Altos da Afonso Pena , tentou culpar a vítima pelo ocorrido e chegou a dizer que era “inimputável”. Ele atentou contra os trabalhadores e vizinhos repetidas vezes, mas o caso extremo foi em 2022 e a condenação saiu na última semana, pela 3ª Câmara Cível do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Conforme a sentença, a que o Campo Grande News teve acesso, Artur já havia perturbado os moradores outras duas vezes, sempre visivelmente alterado. Até que no dia do fato, em março de 2022, os vizinhos ouviram barulhos de disparos de arma de fogo vindos da sua casa. Ele saiu do imóvel ensanguentado e se trancou, junto com o porteiro, na guarita do condomínio. “O réu se dirigiu à portaria, ensanguentado e portando um pedaço de madeira, ocasião em que trancou a porta do local, escondeu as chaves, passou a proferir ameaças e lhe manteve preso no interior da guarita, impossibilitando-o de cumprir suas funções e tomando seu telefone para impedir que buscasse socorro. O episódio só foi encerrado com a intervenção de um morador e posterior atuação da Polícia Militar, que conduziu o réu à delegacia”, detalha o processo. Para tentar se livrar da condenação por danos morais e expulsão do condomínio, a defesa de Artur alegou que ele estava sob interdição da mãe, disse que pagariam no máximo R$ 5 mil de indenização e ainda colocou a culpa no porteiro pelo ocorrido. “Culpa exclusiva da vítima, que deixou a porta aberta e destrancada, permitindo, com isso, o acesso de qualquer pessoa à portaria”. Porém, seu histórico de ocorrências envolvendo uso de entorpecentes e ameaças a outro porteiro do condomínio fortaleceram a condenação. Além disso, a curatela para sua mãe veio após os fatos relatados. Tudo isso resultou na condenação de R$ 25 mil por danos morais e o pedido de expulsão do residencial de alto padrão. Não parou por aí – Já morando no Condomínio Dahma 4 e tendo a mãe como responsável legal, Artur foi preso outra vez ano passado pelo porte de duas pistolas Glock 9mm de uso restrito das forças armadas. Desta vez, a vítima foi a sua ex-namorada. A jovem contou aos militares que o namorado começou a acusá-la de traição. Segundo ela, muito alterado, Tavares pegou o celular e divulgou fotos íntimas da jovem para algumas pessoas e em seguida colocou ela para fora de casa, praticamente sem roupas. Semanas antes, ele bateu uma BMW avaliada em cerca de R$ 340 mil e a abandonou na Chácara Cachoeira. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .