“Caligo”. é mais um daqueles jogos que prometem uma experiência profunda e reflexiva, mas será que entrega ou é apenas mais um simulador de caminhada com pretensões filosóficas?
Vamos mergulhar nesse universo nebuloso e descobrir se vale a pena ou se é melhor deixar essa névoa passar.
Primeiras Impressões:
Ao iniciar “Caligo”, somos apresentados a um ambiente sombrio e misterioso. Os gráficos, embora não sejam exatamente de última geração, conseguem criar uma atmosfera intrigante. No entanto, considerando que estamos no PS5, era de se esperar um pouco mais de esmero visual. Texturas borradas e pequenos pop-ups acabam quebrando a imersão em alguns momentos.
Jogabilidade:
Se você é fã de ação desenfreada e desafios complexos, “Caligo” provavelmente não é para você. Aqui, a proposta é clara: caminhar, observar e refletir. Interatividade é mínima, limitada a coletar alguns desenhos escondidos que, sinceramente, não acrescentam muito à narrativa. Há uma escolha a ser feita no final, oferecendo dois possíveis desfechos, mas a jornada até lá é linear e sem grandes surpresas.
Narrativa e Temática:
“Caligo” tenta abordar temas profundos como vida, morte e a natureza da existência. A intenção é louvável, mas a execução deixa a desejar. O roteiro é por vezes confuso e parece se esforçar demais para ser profundo, resultando em diálogos que soam artificiais. A dublagem, embora presente, não consegue elevar o material, com atuações que variam entre o aceitável e o mediano.
Comparações e Contexto:
No universo dos “walking simulators”, temos exemplos brilhantes como “What Remains of Edith Finch” e “Firewatch”, que conseguem equilibrar narrativa envolvente com interatividade significativa. “Caligo”, infelizmente, não alcança esse patamar. Enquanto jogos como “The Stanley Parable” utilizam a simplicidade da jogabilidade para subverter expectativas e engajar o jogador, “Caligo” parece se contentar em ser apenas contemplativo, sem oferecer muito em troca.
Prós e Contras
Prós:
- Atmosfera intrigante e visualmente interessante.
- Temas filosóficos que podem ressoar com alguns jogadores.
Contras:
- Jogabilidade extremamente limitada.
- Narrativa confusa e pretensiosa.
- Problemas técnicos que comprometem a experiência no PS5.
- Dublagem mediana que não eleva o material.
Nota Final: 5/10
“Caligo” é uma experiência curta, durando cerca de uma hora, que pode atrair aqueles interessados em reflexões filosóficas embaladas em uma atmosfera sombria. No entanto, para a maioria dos jogadores, especialmente os que buscam uma narrativa mais coesa e uma jogabilidade mais envolvente, o jogo pode parecer superficial e pouco satisfatório. Se você está disposto a embarcar nessa jornada introspectiva, vá em frente, mas ajuste suas expectativas. Em resumo, “Caligo” tenta ser uma experiência profunda e reflexiva, mas acaba se perdendo em sua própria névoa, deixando o jogador mais confuso do que contemplativo.
The post Análise | Caligo: Uma Caminhada Filosófica ou Apenas um Passeio no Parque? first appeared on GameHall.