Contas no vermelho – Balanço orçamentário do IMPCG mostrou o fechamento das contas no vermelho da previdência e do plano de saúde dos servidores de Campo Grande, com os cofres da prefeitura precisando fazer aporte para fechar as contas. No caso de aposentadorias e pensões, as receitas de contribuições somaram R$ 515.363.222,46 e as despesas foram R$ 640,8 milhões. Houve repasse adicional de R$ 74,5 milhões, contra R$ 98,5 milhões em 2023. Valores também ficaram para quitação neste ano, a título de restos a pagar. Deficit de bilhões – O chamado déficit atuarial, que é uma projeção matemática a longo prazo, aponta falta de R$ 10,4 bilhões, sendo R$ 6,7 bilhões de benefícios já concedidos e R$ 3,7 bilhões a serem concedidos no futuro. Saúde – Já o plano de saúde, o Servimed, teve R$ 136,6 milhões em receitas e R$ 155,3 milhões em despesas. O serviço é custeado com a contribuição de servidores (4,2% para os ativos e 7% para inativos), além de 1,5% a 8% conforme o dependente, e coparticipação de 30%. O Município paga 6% sobre o salário. O plano de saúde tem alguns serviços próprios, como odontologia e exames e rede de profissionais, laboratórios e clínicas credenciadas. Nova CPI? – Após debates sobre a crise na Santa Casa, a Câmara de Campo Grande pode ter duas CPIs simultâneas: a já instalada CPI do Ônibus e a para investigar a situação financeira do maior hospital de Mato Grosso do Sul. O vereador Rafael Tavares (PL) protocolou um requerimento solicitando informações orçamentárias e disse que já iniciou articulações para coletar as assinaturas necessárias para a instalação da CPI. Tirando da reta – A proposta de CPI também foi apoiada pelo vereador Marcos Trad (PDT), que atribuiu a crise na saúde à “má-gestão”. Ele argumentou que o problema não teve origem em sua gestão e que “não adianta culpar os ex-gestores”. Mais uma data – Os vereadores aprovaram a inclusão de mais uma data evangélica no calendário municipal. Em turno único, foi aprovado o Projeto de Lei nº 11.742/2025, de autoria do vereador Herculano Borges (Republicanos), que institui o Dia Municipal da Igreja Mundial do Poder de Deus. A última igreja a receber uma data específica foi a Igreja Universal do Reino de Deus. Reconduzido – Começou a tramitar na Assembleia Legislativa o projeto de Decreto Legislativo que visa a recondução de Carlos Alberto de Assis ao cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul para um novo mandato de 4 anos, com início previsto para 11 de abril de 2025. A indicação foi feita pelo governador, Eduardo Riedel. Primeira doação – O presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Marcelo Bertoni, anunciou que a entidade vai doar R$ 100 mil para o Fundo Clima Pantanal. Bertoni, aproveitou para sugerir que a iniciativa estivesse nas campanhas de troco solidário, como as caixinhas de doação que ficam no ato de pagamento, dos mercados. Desconhecidos – O deputado estadual Paulo Duarte (PSB) lamentou o desconhecimento do Pantanal para a maioria dos legisladores. “As pessoas nem sabem que a gente existe. Não sabem separa Mato Grosso de Mato Grosso do Sul. Tem gente que não conhece o bioma e vem meter o bedelho aqui”, disparou. Suspense – O ministro de Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, aproveitou para brincar com a alfinetado do parlamentar e decidiu fazer suspense quando citou Mato Grosso do Sul. Ele demorou a falar ‘do Sul’ e disse que estava apenas fazendo um teste com a plateia. No entanto, na sequência, ele errou o nome do Estado. Ao tentar consertar, ele disse que conhece muito bem o Pantanal. “Eu já vim aqui mais de 30 vezes, porque fazia trabalho voluntário e foi até por causa do bioma que fiquei motivado em estudar biologia”.