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Quatro são presos sob suspeita de exploração sexual em MS e SP

Quatro pessoas foram presas sob suspeita de integrarem organização criminosa que explorava sexualmente mulheres na cidade de Aparecida do Taboado, distante 458 quilômetros de Campo Grande, e outras três cidades do interior de São Paulo: Auriflama, Catanduva e Pereira Barreto.  Entre os crimes investigados estão organização criminosa, favorecimento da prostituição, cárcere privado, estupro e homicídio. Uma pessoa segue foragida. Dez vítimas já foram identificadas pela polícia, conforme publicado pelo jornal Folha de São Paulo. As investigações apontam que as mulheres, com idades entre 18 e 25, todas em situação de vulnerabilidade social, foram atraídas por falsas promessas de trabalho em quatro boates do mesmo proprietário, sendo uma em cada cidade. Os detidos eram donos e gerentes dos estabelecimentos. O advogado Fábio Rodrigues Trindade, que representa os quatro presos, não atendeu as ligações da reportagem. Sem alimentos – Inicialmente, a proposta seria para que essas mulheres se prostituíssem na boate, podendo residir nos quartos existentes nos locais. Após aceitarem o convite, elas seriam submetidas a controle psicológico e físico e proibidas de sair dos estabelecimentos, além de ficarem sem alimentos e sem acesso à comunicação. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas boates, na segunda-feira (dia 24). Nos locais, foram apreendidas drogas, armas, celulares e cadernos de contabilidade que mostram a dívida entre as mulheres e os administradores dos locais. Os estabelecimentos foram fechados e lacrados por determinação judicial. Promessa  – “A promessa era de que o trabalho seria apenas à noite. Porém, quando elas entravam no local, os portões eram trancados e, quando tentavam sair pulando o muro para fugir ou até mesmo comprar alimentos, eram perseguidas, agredidas e levadas de volta para o local”, disse a delegada Caroline Baltes, responsável pela investigação. As investigações começaram no mês passado após uma mulher de 19 anos morrer na boate de Auriflama. A vítima foi encontrada enforcada e, inicialmente, o caso foi tratado como suicídio. No decorrer da investigação, essa perspectiva mudou, e a polícia passou a investigar o caso como homicídio ou induzimento ao suicídio. “Percebemos que havia algo de errado quando as versões dos depoimentos dos envolvidos e das outras mulheres que trabalhavam na boate começaram a ser conflitantes. Além disso, a avó da vítima relatou que dias antes de a jovem morrer ela teria ligado pedindo socorro”, afirmou Baltes. Ainda conforme a polícia, as mulheres também seriam induzidas e muitas vezes forçadas a consumir drogas vendidas pelos administradores das boates e contraíam dívidas. O caso continua sob investigação.  Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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By Thiago Gabriel

Sou um editor de notícias especializado em eventos políticos, econômicos e de jogos online.

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