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Mais uma demanda na saúde, home care foi pedido de 40 ações judiciais em MS

No ano passado, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul registrou 40 novas ações com pedidos de home care para prefeituras, o Estado ou planos de saúde custearem. Desses, 22 eram para pacientes de Campo Grande. A quantidade não parece expressiva, mas se torna quando se somam outras demandas da área da saúde que têm sobrecarregado no Poder Judiciário, como internações e cirurgias. A família de um menino de 7 anos com quadro da paralisia cerebral, microcefalia e a doença rara síndrome de West, que causa epilepsia, fez o pedido em ação judicial movida há cinco anos. A prefeitura da Capital foi obrigada a custear os cuidados em casa. Licitação lançada em 2024 para contratar empresa que vai se responsabilizar pelos cuidados por um ano, estipulou em R$ 264,2 mil a soma dos pagamentos por visitas de médico, fisioterapeuta, enfermeiro, nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo. A contratada foi a Abrace Saúde, que começou a atendê-lo em dezembro.  Vendedor de cachorro-quente que sofreu traumatismo craniano após acidente de moto em 2022, em Ponta Porã, foi um dos que entrou com o mesmo pedido em março deste ano.  O homem está acamado, tetraplégico e totalmente dependente de cuidados aos 58 anos. Sua situação começou a se agravar recentemente, com lesões sérias na pele, redução da força muscular e alucinações.  No processo, a defesa pede que a prefeitura de Ponta Porã ou o governo estadual contratem empresa para fornecer home care ao ex-vendedor, que teve o atendimento negado por programa do SUS (Sistema Único de Saúde) no município da fronteira de Mato Grosso do Sul. O menor valor orçado pela família foi de R$ 370,6 mil por um ano de atendimento. O processo está em andamento. Os pedidos são de pessoas que comprovam não ter condições financeiras de arcar com os gastos elevados e não conseguiram acesso às equipes domiciliares da rede pública. Por ter sido a mais demandada pelas novas ações contra o Poder Público no ano passado, a Prefeitura de Campo Grande foi questionada sobre a quantidade de pacientes atendidos por profissionais da saúde da rede pública ou por terceirizadas atualmente. Não houve resposta. Planos de saúde – Entre 1º e 24 de março deste ano, 56 movimentações em ações com pedido de home care foram publicadas no Diário de Justiça de Mato Grosso do Sul. A maioria nesse período é movida contra planos de saúde. As empresas não são obrigadas por lei específica a fazer essa cobertura, mas “o Judiciário no Brasil tem o entendimento de que o serviço de home care deve ser prestado e prevalece o melhor interesse do consumidor” nesses casos, como já explicou ao Campo Grande News a advogada de saúde do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), Marina Paullelli. A judicialização é buscada quando não há acordo e já foi feita reclamação à ANS (Agência Nacional de Saúde) ou ao Procon (órgão público de defesa do consumidor). A quantidade de novas ações contra planos de saúde cresceu 8% em Mato Grosso do Sul na comparação entre 2023 e 2024, segundo dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Os pedidos vão de tratamentos médicos, hospitalares e fornecimento de insumos e medicamentos, por exemplo. Nenhum aderiu a programa  – No mês passado, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) criou o programa Cuidando em Casa, que envia repasses extras para manter home care de pacientes do SUS no Estado e comprar equipamentos de ventilação para acamados. No entanto, nenhuma prefeitura fez a adesão formal até agora, como informou hoje (24) a pasta em nota. É preciso fazer isso para receber o repasse e equipamentos.  Não há prazo para isso. “A resolução é aberta e sem prazo restrito de adesão, o que significa que os municípios poderão aderir conforme se organizem e se ajustem às demandas e necessidades locais. A adesão será contínua, permitindo que os gestores municipais planejem de forma eficaz a integração ao programa, respeitando a realidade e a capacidade de cada município”, complementa a SES. O programa prevê repasses de até R$ 30 mil para manter equipes de profissionais de saúde cuidando dos pacientes em casa, e de até R$ 11.400 para comprar equipamentos de ventilação mecânica. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .

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By Thiago Gabriel

Sou um editor de notícias especializado em eventos políticos, econômicos e de jogos online.

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