Oi? – O deputado estadual João Henrique Catan (PL) não cansa de inventar moda, agora, literalmente. Ele apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa para acabar com a liberdade dos professores e profissionais da educação escolherem o que querem vestir nas redes pública e privada. Duro é que o texto, além de censura, é bem subjetivo. Sem roupa íntima – A proposta proíbe o uso de roupas que sejam incompatíveis com a “liturgia do cargo ou que atentem contra a moral, bons costumes e a privacidade do docente”. Se for levado a sério e cumprido ipsis litteris, nem calcinha professora vai poder usar. Segundo a assessoria, o projeto proíbe roupas extravagantes, curtas, “íntimas” ou que enfatizem questões pessoais, como a sexualidade”. Mais do mesmo – A proposta ainda precisa ser discutida na CCJR da Casa de Leis, antes de ser encaminhada para votação, no plenário. A ideia do deputado surgiu depois de polêmica envolvendo professora trans de Campo Grande que se fantasiou de Xuxa, conforme proposta pedagógica da direção, para receber alunos no 1º dia de aula. Liberdade, liberdade – O deputado federal Marcos Pollon (PL) quer evitar o aumento de penas para CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores) que cometam crimes com armas, conforme proposto no Projeto de Lei que tramita desde o ano passado. Ele argumenta que os CACs têm armas devidamente registradas e não devem ser equiparados aos “criminosos” previstos no Estatuto do Desarmamento. Editor pró-arma – Pollon também expressou descontentamento com a redação atual do projeto, que, segundo ele, mantém termos como “uso restrito e proibido”, possibilitando interpretações que poderiam prejudicar os CACs. Segue firme – Especulada como carta fora do baralho na reforma ministerial, a sul-mato-grossense Cida Gonçalves continua firme como ministra das Mulheres. E não só isso: foi empossada nesta quinta-feira (27) como presidenta da Conferência Extraordinária dos Estados Partes do MESECVI (Mecanismo de Acompanhamento da Implementação da Convenção de Belém do Pará), um sistema multilateral criado em 2004 para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher. No cargo, ela substitui a chilena Antonia Orellana. Finalista – Campo Grande está na final do Prêmio Ibero-Americano de Destino Turístico Inteligente. Pode levar dois troféus: um na categoria Governança Turística, com o aplicativo Conecta Campo Grande, e outro em Sustentabilidade Ambiental, com o roteiro de observação de aves. Além do Brasil, Colômbia, Uruguai e Peru também estão na disputa. Rota que virou corredor – Nelsinho Trad (PSD) colocou o Corredor Bioceânico no topo da agenda no primeiro encontro com o chanceler Mauro Vieira, no Itamaraty. Quer acelerar o projeto que liga o Brasil ao Pacífico via MS. De quebra, já conseguiu arrancar um compromisso: Vieira prometeu visitar o Estado para conhecer a obra de perto. Samu Indígena – O primeiro Samu Indígena do Brasil já tem ambulância, mas falta o principal: a base de atendimento. A deputada estadual Gleice Jane (PT) cobrou providências sobre a estrutura em Dourados. “O veículo está parado há um ano. A prefeitura precisa resolver isso”, cutucou. Vice – Mato Grosso do Sul foi o segundo estado com maior percentual da receita comprometido com a educação em 2024, representando 30,93% da arrecadação. Quem buscou os dados foi o Governo do Paraná, que se apresentou no topo, com 32,28% da receita líquida de impostos, somando R$ 17,5 bilhões. Mato Grosso ficou em terceiro, com 27,08%. Pela Constituição Federal, os estados devem destinar pelo menos 25% de suas receitas na educação.