Análise | Mark of the Deep – O Metroidvania pirata brasileiro que desafia sua sanidade - 813BET - Melhor Entretenimento Análise | Mark of the Deep – O Metroidvania pirata brasileiro que desafia sua sanidade - 813BET - Melhor Entretenimento

Análise | Mark of the Deep – O Metroidvania pirata brasileiro que desafia sua sanidade

Se tem algo que eu respeito é quando um estúdio BR resolve meter o pé na porta e entregar um jogo competente e desafiador sem tentar surfar apenas na onda do “somos indie, nos amem”. Pois bem, Mark of the Deep, da Mad Mimic, faz exatamente isso.

Esse é um Metroidvania Souls-like com uma pegada sombria e brutal, onde você joga como Marcus “Rookie” Ramsey, um pirata que acorda naufragado numa ilha amaldiçoada e precisa resgatar sua tripulação, recuperar seu navio e, se possível, não morrer 823 vezes no processo.

Se você curte Hollow Knight, Salt and Sanctuary e aquela pitada de desespero do Dark Souls, bem-vindo a bordo. Agora, se você odeia se perder e sofre com jogos que não pegam na sua mão, pode ser que essa viagem não seja pra você.

BRASILEIRO NÃO FAZ SÓ JOGO MEME

Antes de mais nada, vale ressaltar: Mark of the Deep não é só “mais um indie fofo e experimental”. Isso aqui é um game bem acabado, desafiador e com um design pensado para quem curte dificuldade na medida certa.

A galera da Mad Mimic já mandou bem em outros títulos, mas aqui eles mostraram que sabem criar um Metroidvania com mecânicas afiadas e level design instigante. O jogo não te trata como um bebê: não tem mapa, não tem tutorial explicadinho, e o combate pune quem não aprende os padrões de ataque dos inimigos.

Se você tem trauma de se perder em Hollow Knight, segura firme, porque aqui o jogo espera que você use seu cérebro e memorize os atalhos e segredos.

COMBATE QUE TESTA SUA PACIÊNCIA (E SUA HABILIDADE)

Aqui não tem “mashar botão e vencer”. O combate de Mark of the Deep é preciso, punitivo e exige reação rápida. Os inimigos não são só obstáculos, são ameaças, e os chefes são brutais, com ataques que ocupam metade da tela e padrões que parecem ter sido desenhados pra testar seus reflexos.

A pegada lembra bastante Hollow Knight, mas com um toque mais estratégico. Além do combate corpo a corpo, tem armas de longo alcance, como pistolas, mas o jogo não te deixa virar um atirador covarde – a munição é limitada e compartilhada com seu ataque principal.

O que pode frustrar? A esquiva, que nem sempre responde da maneira que você espera. Algumas animações de ataque têm um delay estranho, e tem momentos que você vai sentir que morreu por culpa da hitbox e não por erro seu.

UMA ILHA QUE TRANSPIRA ATMOSFERA

Se tem algo que esse jogo acerta em cheio, é a ambientação. A ilha amaldiçoada onde você está preso parece saída de um pesadelo lovecraftiano, misturando elementos de mitologia pirata, ocultismo e exploração de ruínas antigas.

O design dos cenários é imersivo, com áreas cheias de detalhes, de florestas nebulosas a cavernas infestadas de criaturas deformadas. A sensação de isolamento e constante ameaça é real.

Se você gosta de lore fragmentada e cheia de mistérios, o jogo te dá espaço pra explorar a narrativa e montar a história por conta própria, estilo Soulsborne.

DUBLAGEM PT-BR? TEMOS! E É BOA

Sabe aquele papo de que “jogo indie BR só coloca dublagem zoada pra chamar atenção”? Esquece.

Mark of the Deep tem um elenco de dublagem brasileiro de respeito, com vozes bem colocadas e interpretações que realmente combinam com os personagens. Nada daquele exagero forçado que a gente vê em alguns jogos dublados sem cuidado.

Entre os dubladores, temos nomes conhecidos como Tiago Leifert, Patife, Guto Barbosa e Kalera, que adicionam carisma e personalidade aos NPCs e ao protagonista.

Não é algo que “muda o jogo”, mas cara, é sempre um prazer jogar algo com vozes no nosso idioma e bem feitas.

O QUE A GALERA ESTÁ FALANDO?

Nos fóruns da Steam e no Reddit, a galera tá pirando no combate e na atmosfera, mas tem algumas reclamações recorrentes.

✔Pontos positivos que todo mundo menciona:

  • A ambientação é um dos grandes destaques, com lore rica e cenários bem construídos.
  • O combate é viciante, com progressão de armas e habilidades bem dosadas.
  • Os chefes são memoráveis, cada um com padrões e designs únicos.
  • A dublagem PT-BR foi bem recebida e elogiada pela comunidade.

❌Agora, as principais críticas:

  • A ausência de um mapa pode ser frustrante pra quem não gosta de se perder.
  • O balanceamento de algumas armas deixa a desejar – algumas builds são muito mais fortes que outras.
  • O timing da esquiva precisa de ajustes, já que nem sempre responde com precisão.
  • A curva de aprendizado é bruta – se você é do tipo que desiste fácil, cuidado.

Prós e Contras

Prós:

  • Combate desafiador e recompensador – Nada de mashar botão, tem que aprender os padrões.
  • Ambientação sombria e bem construída – Cenários e lore que te prendem na experiência.
  • Chefes brutais e bem desenhados – Cada encontro é único e exige estratégia.
  • Dublagem PT-BR bem feita – Vozes convincentes, sem exageros ou atuações ruins.
  • Exploração profunda – Vários segredos e múltiplos finais pra quem gosta de investigar cada canto.

Contras:

  • A falta de um mapa pode ser um pesadelo – Se você não gosta de se perder, prepare-se.
  • Esquiva imprecisa em alguns momentos – Pode gerar frustração em lutas mais rápidas.
  • Balanceamento de armas precisa de ajustes – Algumas builds são claramente superiores.
  • Curva de aprendizado é íngreme – Não é um jogo casual, e ele não quer ser.

Nota Final: 8/10

Se você curte Metroidvanias punitivos, combates que exigem habilidade e paciência, e não liga de se perder por horas num mapa sem orientação, Mark of the Deep é um baita jogo. Ele tem identidade, entrega um desafio real, e acima de tudo, mostra que o Brasil sabe sim fazer games de peso. Agora, se você não tem paciência pra explorar por conta própria, gosta de um combate mais “leve”, e odeia morrer repetidamente tentando aprender padrões de ataque, pode ser que esse jogo te frustre mais do que divirta. Mas se você aguentou até o fim de Hollow Knight ou sobreviveu a Salt and Sanctuary, pode ir sem medo, porque Mark of the Deep entrega exatamente esse nível de experiência.

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By Thiago Gabriel

Sou um editor de notícias especializado em eventos políticos, econômicos e de jogos online.

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