Anfitrião de encontro reunindo representantes dos quatro países por onde passará o Corredor Bioceânico, o governador Eduardo Riedel disse esta manhã (20), ao fim de três dias de debates, que o projeto sai com a governança fortalecida, para que seja perene, mesmo que os atores políticos mudem. Para isso, destacou que é fundamental a participação do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que ficará com o secretariado geral do fórum de governadores e destinou U$ 600 mil. O caminho também passa a ter uma marca e os países decidiram utilizar somente o nome Corredor Bioceánico de Capricornio, ou Bioceânico, no caso do português. Em Mato Grosso do Sul, vinha sendo tratada como Rota Bioceânica. “Todos nós aqui somos agentes políticos, e como agentes políticos nós temos prazos de validade, vamos chamar assim, e a estruturação dos assuntos em torno dos estados ou das províncias, ela permanece ao longo do tempo, independente do governante”. Ele apontou que, com essa centralização, as ações necessárias à concretização do Corredor avançarão melhor e em compasso com o ritmo da obra, cuja previsão de conclusão é o final de 2026, criando um caminho entre os Oceanos Atlântico e Pacífico envolvendo Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. Nesse sentido, destacou que a identidade visual definida ficará exposta ao longo do trajeto nos quatro países, como uma marca para o reconhecimento por quem trafegar. “Nós aprovamos aqui uma identidade visual para o fórum. Onde nós formos de Mato Grosso do Sul, a Antofagasta ou a Iquique, passando pelo Paraguai, passando pela Argentina, por Jujuy e Salta, nós vamos enxergar o visual da Rota Bioceânica.” Nessa reunião dos governadores e técnicos, que já é a sexta, vários temas foram discutidos, como a estruturação de questões aduaneiras, as oportunidades de negócios e os impactos socioeconômicos. Em relação às questões fronteiriças, o governador mencionou a presença de embaixadores no encontro. O ministro das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, participou no primeiro dia e elogiou a relevância da iniciativa, reconhecida em reunião do G20. O Governo Federal está empenhado em cinco rotas para facilitar importações e exportações e trânsito de pessoas. O Estado aproveitou para fazer algumas tratativas bilaterais, como resultado de um total de oito pontos destacados no desfecho do encontro. Eles envolvem o Paraguai e a Argentina. Além da identidade visual, da governança, definição do papel do BID, também foram mencionadas diretrizes para o Fórum, apresentado um plano de trabalho pelo BID com metas ao longo de 36 meses, definição do próximo encontro em Jujuy (Argentina), província que ficará com o comando do grupo, e definidos grupos técnicos.
Seminário muda nome da “rota”, que agora é Corredor Bioceânico de Capricórnio
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