O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) assinou uma nova portaria de emergência ambiental, nesta quinta-feira (27). O foco principal desta ação são as áreas mais vulneráveis, com destaque para o Pantanal. A portaria estabelece um conjunto de medidas preventivas que vão desde a identificação das regiões de risco até a contratação emergencial de brigadistas e aquisição de equipamentos especializados. Entre as medidas destacadas está a antecipação da declaração de estado de emergência, algo inédito no marco legal brasileiro, que só ocorria após o evento catastrófico. Com a nova abordagem, as autoridades poderão agir de forma preventiva com base em dados meteorológicos atualizados, garantindo que as áreas mais suscetíveis, como o Pantanal, recebam atenção especial. Planejamento – Segundo o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, o Pantanal é o bioma mais preocupante, conforme mostra o cenário de incêndios florestais em 2025 . “O Cerrado e a Amazônia não apresentam projeção tão crítica, como o Pantanal”, afirmou Agostinho, mencionando que, embora a situação seja melhor que a do ano anterior, as áreas que queimaram em 2024 ainda apresentam riscos devido à grande quantidade de matéria combustível remanescente. A portaria de emergência facilitará a mobilização de recursos para reforçar a atuação em todo o país, com um aumento de 25% no número de brigadistas e a criação de novas brigadas florestais. O número de profissionais dedicados ao combate ao fogo subirá para 4.608, incluindo 231 brigadas florestais federais, com a parceria de comunidades locais, como indígenas e quilombolas, que possuem um profundo conhecimento do território e podem ser aliados essenciais nas ações preventivas. Monitoramento – Além do reforço no número de brigadistas, o governo federal também ampliou o monitoramento das áreas afetadas por incêndios, com a utilização de tecnologias avançadas. Em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), será implementado o Sistema de Informações sobre Fogo (Sisfogo), que permitirá um acompanhamento diário das queimadas em todo o Brasil, com um foco especial nas regiões de risco elevado, como o Pantanal. A nova portaria também prevê a ampliação da frota de aeronaves, com a adição de novos helicópteros e aviões, que se somam aos já existentes. A operação aérea desempenha um papel vital no combate aos incêndios em biomas amplos, como o Pantanal, onde o terreno e a vegetação exigem uma abordagem mais dinâmica. A ministra Marina Silva enfatizou que a portaria estabelece um marco legal para a emergência, criando uma abordagem mais estratégica e integrada no combate aos incêndios. “Agora, com dados meteorológicos mais precisos, podemos agir com mais clareza e eficiência”, afirmou. A coordenação entre diferentes esferas de governo e órgãos ambientais, como o Ibama e o ICMBio, será essencial para a implementação das ações, garantindo que as medidas preventivas e de combate sejam efetivas. A portaria também permitirá o financiamento das operações por meio de recursos direcionados aos Corpos de Bombeiros estaduais e municipais, além de promover a integração com o Conselho Monetário Nacional, que ajudará a financiar ações em propriedades rurais. Números – Em 2024, o Brasil enfrentou uma das piores temporadas de incêndios florestais, com mais de 30,8 milhões de hectares queimados, uma área equivalente ao tamanho da Itália. O Pantanal foi uma das regiões mais afetadas, com 17% de sua área consumida pelas chamas, conforme dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa). Confira o planejamento das ações do ministério abaixo. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais .
Governo diz que o Pantanal é o mais preocupante nesta temporada de incêndios
