A fofura de Vitória Mariano Santana conquistou a internet após a mãe, Suelen Mariano, postar nas redes sociais um vídeo da pequena falando em libras. O conteúdo foi tão inusitado que viralizou, batendo mais de 1 milhão de visualizações. Isso porque Vivi tem síndrome de Down, escuta normalmente mas se comunica por meio da língua de sinais. Simpática, a menina mostra, qual o sinal dela e o da mãe e como falar algumas palavras em libras. O assunto foi dividido em três pequenos vídeos. A agente penal, de 35 anos, explica que a história delas com a língua começou quando a filha tinha entre 5 e 6 anos e acrescenta que ela tenta se comunicar em português, mas que por hora apenas balbucia. Antes das aulas Vivi não conseguia dizer o que gostaria de comer, o que preferia vestir e até o que estava sentindo. Apenas Suelen conseguia entender. “Normalmente pessoas com Síndrome de Down têm a fala mais demorada mesmo. Percebi que a falta comunicação estava dificultando a nossa vida. Só eu compreendia ela. Eu precisava compreender o que ela queria. Veio a pandemia e ficamos sem saber lidar, com a preocupação de que se eu morresse alguém precisava entender ela”. A luz na vida das duas foi um familiar de Suelen explicar que no Nordeste uma fonologista usava a língua de sinais como estímulo à fala de crianças com deficiência. O problema foi achar profissionais que acreditassem na técnica aqui. “Em Campo Grande todos os lugares que eu ia existia uma resistência muito grande das fonos ao estímulo da Libras. Fizemos esses vídeos para explicar sobre a língua de sinais em outras deficiências. Acho que muitas famílias podem vivenciar essa possibilidade com os filhos”. Depois de muita procura Suelen enfim achou uma profissional para a Vivi. A partir daí a história das duas mudou drasticamente. Agora, existia mais uma possibilidade de comunicação entre a filhas e as outras pessoas. “Foi na libras que a vida da Vitória e a minha vida melhorou muito. Descobri uma fono que acreditava nesse método e abraçou a causa. O resultado foi incrível, hoje ela é fluente, responde o que quer comer, o que ela quer de aniversário, o tema da festa. Minha preocupação era a alfabetização e encontrei na Libras uma forma de alfabetizar. Eu quero que ela se comunique”. Suelen conta que além da comunicação ter mudado, a filha se sentiu mais calma por ser compreendida. “Muitas pessoas entendem ela. Foi muito bacana porque com 6 anos ela não queria aprender e hoje é muito dedicada. Na época foi o meio que fez ela ser mais livre. Eu conseguia um feedbacks dela quanto a comida, cores, letras. Isso é liberdade e traz felicidade”. Suelen lembra que o assunto é complexo e para entender melhor ela precisou estudar. Como a filha não é surda, pela lei de Libras não teria direito a intérprete na escola. A luta por esse direito durou um ano. “Foi maior confusão na época para provar que a Libras é a língua oficial dela. Ninguém conseguia entender isso”. Além de Vivi, Suelen é mãe de Sofia, de 11 anos. “A irmã dela foi a principal estímulo. Como elas têm 1 ano de diferença eu contei sobre a Síndrome de Down com 8 anos. Elas se tratavam normalmente, brigavam, até ela começar questionar poque a Vivi não falava, não sabia fazer as coisas. Que ela ganhava mais atenção dos outros do que ela. Hoje está muito melhor, elas se cuidam e ela protege a Vivi”. Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial , Facebook e Twitter . Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui) . Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News .